UM DIA NEGRO NA MINHA VIDA


Um dia negro, na minha vida,
Pensei, que o mundo tinha desabado.
O meu olhar, não tinha guarida,
E da luz, se tinha apagado.

E eu, de pobre mente vencida,
Triste, farto, abandonado, amargurado.
Vi a minha vida, à morte oferecida,
Pelo meu juízo maltratado.

Caindo na escuridão, por mim, servida,
Unindo as pálpebras, à vida, acobardado,
Deixando-me adormecer, derrotado.

Quando acordei, minha mente ficou rendida,
Pois o mundo estava mesmo ali a meu lado na lida;
Quem poderia ter desabado, era eu, cansado.

António Almeida