QUERIA TANTO SABER PORQUE TE AMO


Queria tanto saber, porque te amo,
Porque me tormenta, este silêncio de paixão.
Repetidamente, grito por ti, e não te chamo,
Batendo-me forte, fortemente o coração.

Será? Que meu amor é como um ramo,
Frágil ao sopro do vento, sem saber a direcção.
Oscilando, num entontecido clamor derramo,
Sem poder impedir, a sua forte agitação.

Certo é, que mesmo assim, não o reclamo,
Por mais, que ande em mim, esta forte aflição,  
Deixando o meu corpo sem reacção. 

E porque será?... Será... que tanto clamo?
Saudades?... Desejos?... Talvez... porque não;
Porque será que te amo minha obsessão?

autor
António Almeida