UMA SAUDADE NO MEU CORPO VEM


Uma saudade, no meu corpo vem,
Desde que ando, a sonhar contigo.
E saudades, quem as não tem,
Se amar, não é castigo.

Como trocava, esta saudade bem,
Por teu fogoso corpo, estar comigo.
Deixaria das saudades, ser quem,
Do amor, é mendigo.

Ai! Como? Se encontra ainda porém,
Quem nas saudades, esteja bem consigo,
Vivendo feliz, num vaivém.

Quando eu lânguido, por ti, aqui sigo, 
Sem um gesto teu, de mente varrido refém,
Desabafando, o que te antedigo.

autor
António Almeida