CULTAS MENTES EM DECADÊNCIAS


Cultas mentes em decadências, 
Reduzis, nos vossos olhares, a inveja; 
Observai-a, observai-a, em peleja;
Que só traz ódios, e violências;

Podeis, viver, das influências,
Dos que cobiçam, em que a inveja reja;
Notai-a, notai-a, que assim bem seja;
Os vossos males, vossas demências;

Pobres mentes, pobres inteligências,
Consumidas de ciúme, servida em bandeja,
Cheirando a vinolências, a deficiências;

Que em sussurros, a vós, vos fareja,
Sem misericórdias, sem resplandecências,
E vos leva a que vós caiais numa enseja.

António Almeida

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