Por vezes, eu não sei, o que tenho eu em mim; 
Quero-te, tanto, tanto, tanto, e não te tenho aqui. 
Por vezes, eu não sei, por que sou eu assim; 
Quero-te, tanto, tanto, tanto, e não te quero por fim. 
Por vezes, eu sei lá... o que eu quero... enfim; 
Quero-te, tanto, tanto, tanto, e não passo daqui. 

 autor 
António Almeida