Aí!.. Como eu sinto tristeza!  
De quem, em desgraça ora, a se rastejar pelo chão. 
Homens ardilosos, convincentes, de uma forte frieza, 
Afortunados, um deus induzem aos carentes, na fraqueza,
Servos, que os servem, num acto de escravidão.

E é assim, o amor: Rastejando perdidamente, na ilusão;
Sofrendo, sangrando, mostrando a toda a gente, a baixeza;
Que é ser demente, acreditar, num produto da imaginação.

autor
António Almeida