De quem, em desgraça ora, a se rastejar pelo chão.
Homens ardilosos, convincentes, de uma forte frieza,
Afortunados, um deus induzem aos carentes, na fraqueza,
Servos, que os servem, num acto de escravidão.
E é assim, o amor: Rastejando perdidamente, na ilusão;
Sofrendo, sangrando, mostrando a toda a gente, a baixeza;
Que é ser demente, acreditar, num produto da imaginação.
autor
António Almeida