NOITE QUENTE
Noite quente, ardente,
Olho o mar, há luz da lua carente.
Sentado, há luz de uma vela somente,
Com a sorte, de hoje daqui ausente.
O mar, está valente, potente,
Bate na areia, com um olhar ingente.
Leva tudo, de igual modo há sua frente,
Com uma voz, de alguém descontente.
Uns copos, ampara-me a mente,
Do mundo pérfido, e de toda a gente,
Beijando, minha boca eternamente.
A tudo que sente, e nada sente,
No devaneio, ao frágil amor demente,
Sem bem estar, por não estares presente.
autor
António Almeida