LONGE ESTÁ LONGE FICA QUEM AMO



Longe está, longe fica, quem amo,
Desde a hora, em que seu amor, foi meu.
Nos meus dias, saudades, não reclamo,
Apesar da poesia, murmurar, mais eu.

E lágrimas, na face, não derramo,
Por bem sentir, que meu coração, é seu.
Submisso, ao meu fado, que não recamo,
Vivo, esta paixão, que o amor me deu.

O vento, agita-me, a mim, eu ramo,
Dançando as baladas, de quem por amor sofreu;
Tragédias cruéis, que eu contente, não clamo.

Sonhando com o amor, que me apareceu,
E tão cego me fez, me faz, desejo, e não chamo;
Vivendo feliz, com o que a vida me ofereceu.

António Almeida

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