Quanto mais, meu amor, te procuro, 
Neste silêncio da noite, horas, a cismar: 
Mais amor nasce, no meu olhar, por ti tão puro, 
Correndo por atalhos, assombrosos, no escuro, 
Sendo assassinado em minha boca a soluçar. 

autor
António Almeida