O AMOR É COMO O SOL A OLHAR-TE


O amor é como o Sol a olhar-te,
Que entre o espaço e a terra lá está a ver-te.
Umas vezes ele é tão claro a amar-te,
Outras vezes é tão cruel a ofender-te.

É luz ardente, por bem adorar-te,
Sendo desigual por bem ao mal merecer-te.
Celebra-te hostil na hora de desejar-te,
Cego se torna se perder-te.

E anda pela calada feliz por ter-te,
Servindo à escuridão da lua luz para vigiar-te,
Morrendo de ciúmes da sombra falar-te.

Não sabendo por certo compreender-te,
Porque por certo não compreende deixar-te,
A não ser que a lealdade matar-te.



António Almeida